Ana Beatriz Manzanilla

  • A violinista venezuelana Ana Beatriz Manzanilla tem realizado uma variada actividade musical, actuando em recitais e concertos acompanhada pelas orquestras mais importantes do seu país, como a Orquestra Sinfónica Simón Bolívar, Orquestra Sinfónica de Lara, Orquestra Sinfónica de Maracaibo e a Orquestra Municipal de Caracas, além da Orquestra Nacional do Panamá, da Orquestra da Juventude de Munique, da Filarmónica Rhodanien de França e em Portugal a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra do Algarve e Sinfonietta de Lisboa. Através de Recitais apresentou-se em países de Latino-américa, nomeadamente Colômbia, Costa Rica, Chile e Argentina, e na Europa em Itália, Espanha, Noruega, Alemanha, Inglaterra, Hungria, Bélgica, Polónia e República Checa.

    Nascida em Barquisimeto na Venezuela, foi formada no "El Sistema" da Orquestra Juvenil da Venezuela com o professor José Francisco del Castillo. A partir de 1989 estudou com Rony Rogoff na Alemanha e Espanha e em 1995 realizou estudos na European Mozart Academy em Cracóvia (Polónia), onde participou numa diversificada actividade em festivais europeus. Participou em masterclass de violino e música de câmara com os professores Zakhar Bron, Ana Chumachenco, Gabor Tackas-Nagy e Gyorgy Pauk. Foi laureada com o segundo prémio do Concurso Nacional de Violino “Juan Bautista Plaza” e obteve menção honrosa no Concurso “Jovens Solistas” da Orquestra Sinfónica de Venezuela. Em 1991 realizou uma digressão de 12 concertos pela Venezuela, convidada pelo Conselho Nacional da Cultura e participou no ciclo “Jovens Artistas Internacionais” da Fundação Mozarteum Venezuela.

    Durante vários anos fez parte da Orquestra Sinfónica de Lara, como concertino adjunto. Foi seleccionada para integrar a Pan American Festival Orchestra em Indianopolis, USA e participou na Orquestra do Festival das Américas em Puerto Rico. Nos verões de 1994 e 1995 foi convidada pela Academia Europeia de Música como concertino adjunto da Orquestra Filarmónica Rhodanien da França.

    Desde 1996 reside em Portugal, iniciando a sua actividade como concertino da Orquestra Do Norte, e no mesmo ano ingressou a Orquestra Gulbenkian onde é violinista na actualidade. Com o violetista Pedro Saglimbeni Muñoz gravou em CD os duos para Violino e Viola de Mozart, e Duos de Martinú e Villa-Lobos produzido pela RTP (Antena 2). Junto a Orquestra Gulbenkian gravou em CD o concerto em Sol Maior de Mozart no ano das comemorações dos 50 anos da Orquestra. Obteve o Título de Especialista em Música pelo Instituto Politécnico de Lisboa. Participou no projecto Orquestra Geração como fundadora e coordenadora pedagógica. Desde a sua criação, tem sido convidada como tutora do Estágio Gulbenkian para orquestra e participou como professora no 4to curso para cordas em Steinen na Alemanha. Em 2013 fundou a Camerata Atlântica da qual é a sua directora artística e em 2015 criou o Concurso Nacional de Cordas “Vasco Barbosa” da qual é a sua directora. É professora de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.

  • Mudança "à la carte"
    A propósito do concerto inserido nos Dias da Música 2014:


    "Nos 23 concertos esgotados, destacou-se o par de espectáculos a abrir caminho livre para a música da América Latina protagonizada pela Camerata Atlàntica sob a direção da violinista venezuelana Beatriz Manzanilla....concerto aplaudidíssimo.....Desta edição ficam as saudades dos programas de música sul-americana executados com "verve" e contagiante alegria."

    in Revista do Expresso
    Ana Rocha, 10 de maio de 2014
  • Fulminantes und umjubeltes Konzert


    Dann hatte Ana Beatriz Manzanilla, wieder von Pianist Thomas Klein souverän begleitet, ihren großen Auftritt in verschiedenen Stücken. Edward Elgars Salut d’amour erfüllte die Geigenvirtuosin mit leuchtendem und blühendem Ton, viel Gefühl und Emotion. Die Leuchtkraft des Kolorits, die Leidenschaft, der kräftige Bogenstrich, die Farbigkeit des Spiels von Manzanilla fesselten auch in Pablo de Sarasates Romanza Andaluza. Furios in der virtuosen Gestaltung, mit staunenswerter technischer Brillanz und vehementem Ausdrucksvermögen, interpretierte die Geigerin dann das Präludium und Allegro von Pugnani/Kreisler…

    in Badische Zeitung
    Schopfheim, Fr, 09. August 2013
  • Um recital «franckamente» bom na Gulbenkian

    Violinista da Orquestra Gulbenkian, a venezuelana Ana Manzanilla brilhou na «Sonata» de César Franck


    O Recital reuniu Ana Manzanilla, violino e João Paulo Santos ao piano. O programa juntava um interessante acervo de autores do século XX, Kodály, Penderecky e Martinú, e a imponente Sonata em lá maior de César Franck. Expectativas plenamente correspondidas, já que se assistiu a uma muito satisfatória leitura desta obra, com os pontos altos a serem, contrastadamente, um intenso e febril Allegro e um elegante e sereno Allegro poco Mosso final. Manzanilla mostrou-se possuidora de um belo legato e revelou-se capaz de boas gradações de intensidade das arcadas. O seu som é especialmente bom no registro mais grave do instrumento, alcançando belas sonoridades, tanto nos timbres mais cheios como nos mais velados...

    in Diario de Noticias, Portugal, Bernardo Mariano, Quinta-feira 21 de Janeiro 1999